Futuro
Perguntas frequentes sobre o futuro da comunicação impressa com a chegada das novas tecnologias: como serão as revistas adaptadas aos dispositivos móveis? Como os anúncios trabalhão a interatividade? Dê uma olhada na primeira edição de uma revista digital para o iPad, a Wired.
Imaginem as possibilidades, tanto para anunciantes, quanto para veículos e produtores de conteúdo (escritores, designers, programadores, etc). Imaginem estes dispositivos digitais e seus conteúdos (livros, vídeo-aulas, animações em 3D) nas salas de aula, nos painéis dos veículos, nas mãos dos artistas, etc. Inúmeras possibilidades!
Vejam este exemplo de Kyle Lambert, um artista digital que fez um retrato da Beyoncé utilizando o iPad, e apenas um dedo.
Playboy
Html5
A nova linguagem que está aos poucos substituindo o Flash (graças!), é o agora famoso Html5, chamado de “Flash Killer”.
Muita coisa melhora, como por exemplo, a possibilidade de exibir vídeos normalmente em uma página como se fosse qualquer outro elemento comum dela, sem a necessidade de nenhum plugin especial.
New iPhone 4
A Apple lançou hoje o novo iPhone, com novo design (confesso que ainda não consegui achar mais bonito que o 3GS), novas funcionalidades e novo software. E tudo isso após o enorme sucesso do iPad, que ao contrário do que diziam, já vendeu mais de dois milhões de aparelhos (um a cada três segundos!!). Mais de 5 bilhões de aplicativos já foram baixados da App Store; e mais de 1 bilhão de dólares já foram pagos para os desenvolvedores, o pessoal que cria e desenvolve. Mas voltemos ao novo iPhone, com as seguintes novidades:
- Toda a estrutura que circunda o aparelho é uma antena potente, 24% mais fino.
- Videoconferência e auto-retratos com uma nova câmera frontal.
- Recurso Retina Display, que torna a visualização na tela muito mais clara e com maior definição. Textos sem serrilhado, páginas web, fotos e vídeos com muito mais pixels por polegada. E uma nova tela com 3.5″, contraste de 800:1, quatros vezes mais nítida, 960x640px com tecnologia IPS (melhor que OLED).
- Multitasking: vários aplicativos rodando ao mesmo tempo.
- HD: gravação e edição de vídeo em alta definição (30 quadros por segundo). Durante a gravação, um toque na tela ajusta o foco automaticamente no objeto escolhido. Também o clássico iMovie para iPhone, que permite editar vídeos de forma simples e rápida. O flash também funciona para filmar.
- Câmera fotográfica com 5 megapixels e flash LED.
- Novo sistema operacional, o iOS 4, com multitasking, pastas para organizar os aplicativos, um mail melhorado, novos aplicativos, e toda a coleção de livros do iBooks (antes disponível somente para iPad) agora também para iPhone. Este sistema, com estas funcionalidades, vale lembrar que estará disponível apenas para os aparelhos com tecnologia 3G e 3GS.
Mais informações você encontra no site da Apple. Nos EUA, o preço é 199 dólares o modelo de 16Gb e 299 dólares, o de 32Gb.
by apple e appleaddicted
O mito da perfeição

Um dos consulentes de minha coluna em VEJA.com conta que se esforçou a vida inteira para ser o melhor dos filhos, o irmão mais querido, o namorado perfeito, o funcionário exemplar, o chefe compreensivo, o amigo de todas as horas – mas que se deu conta de só ter se comportado dessa maneira para satisfazer o desejo do outro e, assim, ser adorado e se sentir superior. Ou seja, por egoísmo.
Como não poderia deixar de ser, o desejo do outro e o dele nem sempre coincidem. Dessa forma, casou-se há oito anos por causa de uma gravidez inesperada e é pai de três filhos. Hoje não tem afinidade nenhuma com a mulher, gostaria de se separar dela e não ousa. Tem pavor de ser reprovado. Quando teve uma amante e quase foi pego em flagrante, chegou a pensar em suicídio. Sabe, contudo, que precisa aprender a decepcionar os outros para viver.
A história tanto surpreende pela clareza do consulente em relação à própria vida quanto pela impossibilidade de mudá-la. Apesar da consciência clara, ele está paralisado pelo medo da reprovação. Para saber o motivo, necessita de uma consciência nova, que só a psicanálise propicia – pois é por meio da fala, e apenas dela, que a pessoa se expõe ao seu próprio inconsciente e àquilo que ele pode revelar.
O consulente mostra quão limitada é a consciência reflexiva do dia a dia quando se trata do conhecimento da própria subjetividade. Precisamente por causa desse limite, a psicanálise substituiu o “Penso, logo existo”, da filosofia de Descartes, pelo “Digo, logo existo”. Com isso, ela enfatiza a importância do discurso para a autopercepção. Não é fácil aceitar o “Digo, logo existo”, porque tanto a palavra nos escapa quanto tentamos fugir dela, fato de que a língua dá conta com vários provérbios. Entre eles, “O silêncio é de ouro” ou “O peixe morre pela boca”.
O inconsciente, porém, faz e fala por nós. E, também disso, a língua dá conta com a frase “Ninguém é perfeito”. Se atentássemos para o que a língua ensina em alguns de seus clichês, sofreríamos menos porque aceitaríamos a possibilidade de falhar. Em vez disso, como o consulente, nós insistimos no mito da perfeição. Caímos continuamente nessa armadilha do nosso imaginário, ao contrário de Sigmund Freud, o criador da psicanálise. Por ter aceito a imperfeição da condição humana, e ter se debruçado sobre essa realidade, ele abriu um caminho verdadeiramente novo e nos legou a possibilidade de nos curarmos de nós mesmos.




































