Textos
O Nó
Nós, a primeira pessoa do plural.
Nó mais nó, laço apertado, estreito.
Estreitos também são alguns caminhos que percorremos.
E caminhar sozinho é mais difícil, por mais que isso não faça sentido.
Sentido, aquela direção que podemos escolher no caminho; ou sentido, que é como vamos perceber aquilo que pode acontecer no caminho, se tivermos coragem de ir por ali.
Mas para algo Ter sentido, é preciso ter lógica.
Em compensação, para algo Ser sentido, precisa ser provado.
Provado, como experimentado. Não provado, como passado por uma prova.
Porque provas nem sempre é o que precisamos.
Simplesmente porque não queremos lógica o tempo todo.
Mas ela, a lógica que se apresenta em nossa fala, esconde algo que vai além das palavras: aquilo que nos passa desapercebido, mas que deixa algo que não tem explicação. Que não conseguimos entender. E tudo aquilo que não entendemos, que não queremos saber, guardamos.
Mas é ali, onde guardamos o que não entendemos, que estão as respostas.
Encaixotadas, poeirentas, antigas, mofadas, irritando nossas rinites.
Irritando nossa lógica.
Mas lógica, é exatamente o que não queremos o tempo todo.
E provas, também não precisamos; porque é necessário arriscar.
Sem riscos, perde a graça, vira lugar-comum, fica sem sentido.
E sem sentido, o caminho é complicado.
Por isso, caminhar sozinho é mais difícil, por mais que isso não faça sentido.
Porque os nós que são deixados pelos caminhos estreitos que percorremos, nos dão sustentação, apertam os laços, e acabam se unindo, nó por nó.
Uma soma de nós.
Na primeira pessoa do plural.
…
A Falta
O final de alguma coisa implica no começo de outra. Por exemplo, o começo de uma tristeza pode ser o fim de algo que não necessariamente lhe fazia feliz; e o começo de uma nova amizade pode significar o fim de uma velha solidão. Trocar de emprego ou faculdade, terminar um relacionamento, perder alguém, ficar longe de quem se gosta, esquecer ou ser esquecido; tudo isso nos é doloroso e muitas vezes inevitável, mas também necessário.
E toda falta tem a ver com substituições, uma vez que estas nos fazem disfarçar e burlar a ausência para nos sentirmos melhores. Temos a incrível tendência de fazermos substituições constantes em nossa vida. E fazemos isso porque o novo incomoda.
Substituimos a esperança pela dor e a dúvida sadia pela paixão cega. A busca de um amor pela falta de expectativa, e a falta de tentativa por alguma explicação sem lógica. O inesperado pela segurança, e a coragem que pede o inesperado, pela razão.
Substituimos alguém que se foi por lembranças, e alguém que virá, por expectativas nem sempre concretas. Verdades por inseguranças, e amor por costumes.
Substituimos momentos por dúvidas.
Certezas, por desapontamentos.
Medos por refúgios.
E palavras por silêncio.
Temos a impressão de que é melhor nos abrigarmos do que nos mostrarmos. Melhor não nos arriscarmos do que depois, termos que bancar nossas escolhas. Melhor nos mantermos sãos, do que nos ferirmos. Melhor aceitar, do que questionar; ou ainda deixar de tentar, por medo de não conseguir.
Logo, saber o que fazer com a falta é complicado.
Porque os vazios da falta nos corroem: são espaços deixados em aberto. E aquilo que não é resolvido, é simplesmente encoberto. E esse é o problema.
Tentar encobrir uma falta, é postergar.
É guardar algo que, quando voltar á tona, trará outras coisas também guardadas. E com elas, outras faltas. Neste momento inevitável (portanto previsível) as coisas parecem maiores do que realmente são. As preocupações se transformam em sintomas, e os sintomas em doenças.
Por isso tudo, a falta (ou o modo como lidamos com ela) se torna constituinte de quem somos, e do que almejamos ser. E saber lidar com ela é mais importante do que querer substituí-la.
Diante da falta, movimente-se: as novas oportunidades só aparecem para quem as busca; e todo poder de veto da falta é anulado pela perspectiva do novo, que se faz presente assim que lhe é permitido.
Portanto, na próxima vez que a falta se aproximar, receba-a de braços abertos e tente encará-la e confrontá-la, ao invés de desistir ou retroceder. Vá e arrisque-se sozinho, com alguém ou por alguém.
Ao invés de silenciar-se, grite.
E ao invés de procurar guarida, levante-se.
Você verá que a falta, não faz falta alguma.
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O Desejo
Somos resultado do desejo dos outros.
Daquilo que as pessoas desejam ou desejaram para nós.
Quando muitos pais engravidaram, aqui no plural porque a gravidez é do casal, ali já estava presente um desejo, consciente ou não, à respeito da possível chance de algo acontecer. O esquecimento de tomar uma pílula, a camisinha que não estava lá; os dias contados errados ou não parar na hora certa, são desejos inconscientes encontrando saídas em diversos momentos.
Depois, durante a gravidez entram os desejos da mãe de ter uma criança linda e saudável, que tenha os olhos do pai e a boca da avó, e que as amigas fiquem morrendo de inveja da sua cria. Entram também os desejos do pai, de que seja um grande advogado, sucesso das meninas e torcedor do Flamengo.
Quando bebês, mudam os desejos, e a satisfação em atendê-los. No momento em que o cocô se torna uma coisa linda tipo “que cocozinho bonito que o bebê fez pra mamãe”, dá-lhe cocô para agradar e responder aos desejos da mãe. E por aí vai…
Na adolescência, além dos desejos sexuais, resultado do crescimento psíquico e da avalanche de hormônios, os desejos ganham uma nova perspectiva: a social. Aqui, os desejos do grupo, ou da turma, ganham um significado de grande importância. Tipo as dúvidas “a galera me respeita?”, ou ainda “preciso emagrecer para ver a cara delas…” são exemplos clássicos. Ou ainda, o desejo de que as pessoas saibam sempre sobre você, como no msn: “Andrea: banho depois cama…” (sic)!
E a vida é permeada por isso: como nos vestimos e o desejo que que nos vejam bonitos, como falamos e o desejo de que sejamos compreendidos, como aprendemos e o desejo de que sejamos reconhecidos. Uma vez que é inevitável, é apenas você que vai decidir como vai viver ao longo do caminho.
Por isso, trabalhe para que você não seja um simples resultado do desejo dos outros: pais, namorados, amigos, e daquilo que eles esperam… Seja você, assuma suas qualidades, seus problemas e tenha sua opinião.
Deseje ser feliz, mas não fique parado esperando isso acontecer.
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O Novo
Não se preocupe se em algum momento de sua vida, você precisar desistir de algo. Desisitir faz parte da natureza humana, inevitável.
Um dia nós desistimos de nossa mamadeira, mesmo porquê ela foi tirada de nós. Mas a partir daí, hora ou outra, nos acostumamos a acreditar que abandonar algo nos fará mal. Mas nem sempre isso é verdade.
Desistir é importante.
Desista de discutir demais com as pessoas. Ter opinião é importante, mas não é necessário impô-la para os outros. As pessoas devem respeitá-lo por suas idéias, e não pela altura de sua voz.
Desista de falar e pensar demais em você, e preste atenção às outras pessoas. Ouça e observe, que você irá conhecer melhor os que estão á sua volta. E não apoie-se naquelas pessoas que querem te jogar para baixo.
Desista de comer demais, beber demais, fumar demais. Os demais fazem mal. E desista de falar nunca mais, se você tem certeza que irá fazer novamente.
Desista quando alguém lhe desrespeitar ou lhe trair. Muitas vezes, é na traição que você vê a verdade em alguém.
Desista de escutar pessoas que querem te ferir, e de usar palavras que irão ferir quem gosta de você.
Desista de dividir um segredo.
De olhar-se demais no espelho.
Das doenças que você não têm, mas acha que têm.
Dos discursos longos, das palavras vazias.
Dos impulsos incontroláveis.
E das idéias impraticáveis.
Desista do comum e do ontem.
Do mesmo. Do igual.
E não tenha medo de errar.
O novo faz parte da natureza humana, inevitável.
Que ele seja sempre bem-vindo.
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A Póda
Juca encontra Paulo no shopping. Juca voltando do cinema, Paulo voltando de uma loja de departamentos.
“Ei aí Juquinha! Fazendo o quê por aqui?”
“Fui ali pagar uma conta para minha namorada.”
“Sério? Que empenho. Tu tá assim é? Ela te pegou de jeito mesmo… Que fóda! E cadê ela agora?”
“Foi fazer a póda”, disse Juca.
“Póda? Que diabos é isso?”, retrucou Paulo.
“Sei lá! Um tipo de depilação. Que coisa, né?”
“Putz! E isso lá é nome de depilação? Póda?”
“É! Fóda né? Póde um negócio desses?”, resmungou Juca. “Coisa de mulher”.
“Verdade! E minha ex, que tinha que fazer o buço? Tu acredita nisso? Que palavrinha! O buço? ”
“Buço é fóda! Pior que póda…”
“Fóda mesmo…”, disse Paulo.
Agora que a conversa entre eles estava animada, o telefone de Juca toca uma música diferente, avisando que ela estava ligando.
“Que musiquinha é essa Juca?”
“Putz! É que ela adora essa música, e mandou, quer dizer, pediu para colocar no meu telefone para tocar quando ela ligasse. Aí já sabe, né? Se não coloco, greve!”.
“Entendo. Mas precisa aparecer Pituzinha escrito no visor? Que isso Juquinha?”
“Pois é. Eu sei… Fóda!”, respondeu. “Mas tenho que ir agora. Vou buscá-la na depilação.”
“Vai lá!”, resmungou Paulo.
“E ainda tenho que encontrar uma bolsa para dar de presente para ela. Já rodei o shopping todo e ainda não encontrei a tal bolsa fúcsia”.
“Fúcsia? Que diabos é isso Juquinha?”
“Sei lá! Uma cor, póde?”
“Não entendo mais nada… Fúcsia…” disse Paulo.
“Fóda!” pensou Juquinha enquanto saia correndo para não se atrasar.
…
O Ponto
Carolina e Patricia bebem um champagne.
Lindas, modernas e independentes, do alto de seus saltos altos e dos novos modelitos tipo achei-ontem-numa-liquidação-da-Daslu.
“Eu não ia dar”, disse Carol.
“Sei, sei…”, afirmou Pati enquanto preocupava-se em observar um carinha que trabalha no bar.
“Juro! Eu saí de casa ontem decidida que nunca mais ia dar para ele.”
“Sei…”.
“Juro! Na verdade, só vou dar para ele de novo, quando for meu namorado.”
“Viu?”, disse Pati fazendo caras e bocas para o bar. “Você já está dizendo que vai se arrastar por ele de novo. Depois de tudo, né? Vocês mulheres carentes são todas iguais.”
“Olha quem fala. Não foi você quem apareceu às três da manhã na casa de seu ex, aquele psicólogo?”
“Sim, eu assumo. Mas eu só queria conversar e colocar tudo em pratos limpos”.
“Sei… Pratos limpos. Mas vestida daquele jeito? Quase pelada?”
“Tava calor”, disse Pati.
Agora que o tal carinha do bar já tinha percebido sua presença, Pati fingia que nem olhava para lá, afinal, ela era muita mulher para ele.
“Então… Eu não ia dar para ele. Queria só provocar, deixar ele doido e sair fora. Mas o desgraçado sabe meu ponto fraco”, disse Carol.
“Que medo! E qual é?”
“Ai… Você sabe que eu sou meio doidinha…”
“Que medo! Me diz onde é…”
“No pé.”
“Ahh! Normal. Pé é normal.”
“Sim. Mas no meu caso, é entre os meus dedos. Fico louca quando ele chega ali.”
“Que nojo. E como foi que ele desconbriu isso? ”
“A gente brincava de Indiana Jones. Ele, Indiana; eu, Templo da Perdição.”
“Credo. Você tá doente. Larga esse champagne e vai tomar fluoxetina. Isso é excentrecidade demais para mim.”
“Nossa! Não precisa ficar nervosa. Calma!”, Carol disse meio injuriada.
“Mas é sempre assim. Vocês têm um comportamento de adolescentes pervertidas. Pensem antes, analisem a situação. Vocês além de carentes, são inseguras, dependentes, necessitam de auto-afirmação e de alguém que seja tudo aquilo que os seus ex não foram. Por isso buscam nessas sacanagens na cama, toda a compensação que não encontraram em seus relacionamentos anteriores”.
“Credo! Que mau humor. E que história é essa de auto-afirmação, insegurança? Papo de psicólogo.”
“Eu sei, desculpa. É que ontem encontrei aquele meu ex, que tinha uma clínica de psicologia em Curitiba. Bebemos e conversamos demais a noite inteira…”
“O que? Vai dizer agora que deu para ele? Depois de todo esse discurso?”
“Eu sei. Mas o desgraçado sabe meu ponto fraco.”
“Sei. Depois sou eu a sem-vergonha. E qual é? ”
“Adoro quando ele me pega pelos cabelos e me chama de safada”, disse Pati enquanto mandava beijinhos para o carinha do bar.
…
O Carnaval
Odeio carnaval.
Ok, talvez seja meu mau humor característico que antecede os feriados nacionais. Mas o problema aqui não são os feriados, sempre bem-vindos, mas sim aquele clima de “para onde vou neste carnaval?” que fica no ar.Começa uns dez dias antes, quando você se dá conta que o tais dias de praia cheia estão para chegar.
Você lembra do carnaval passado, quando gastou mais do que devia, e depois ficou dois meses na pindaiba. Lembra do seu apartamento ainda sujo de seu último final de semana bebendo com os amigos. Lembra do convite que aquele amigo seu lhe fez para uma sacanagem em Floripa. Lembra daquela pessoa que você está ficando nos últimos dois meses, e fica se perguntando se você chuta o pau e come a amiga dela. Lembra do seguro do seu carro que está vencido. Lembra de seus amigos, de suas amigas, e das amigas de suas amigas. Lembra daqueles sambas que você odeia “A gente vai se ver na Globo…”. Lembra que só tem isso na tv. E lembra que na cidade não tem nada.
Então, como você só tem duas opções: ou vai ou fica, neste carnaval resolvi que meus ouvidos acostumados com alguns blues dos últimos dias, não mereceriam ser mal-tratados por coisas como “Piririm, piririm, piririm, alguém ligou pra mim?” ou “Tô ficando atoladinha…” e similares. Sem contar, as ruas da praia cheias de um povo que você fica se perguntando de que planeta veio essa gente.
Mas por favor, caro leitor, não deixe que este meu azedume influencie você. Carnaval na praia tem suas vantagens e opções.
Como um bom feriado, não é feriado sem uma festinha eletrônica, você sabe que encontrará várias opções de lugares cheios de gente louca de bala, suando e pulando. Os marombeiros com suas camisetas regatas e seus músculos fakes, os jiu-jiteros com suas correntes de prata no pescoço, as patricinhas inacessíveis, as moderninhas se beijando, os novos óculos que alguém comprou em Paris; cada um na sua, curtindo a música transcedental que atinge os chácras e te faz ter uma experiência única. Por favor!
Ou ainda os pagodes. Sim! Que maravilha os pagodes e suas letras. Nada como cantar os males para espantá-los.
Isso durante a noite. Já os dias, estes sim são maravilhosos.
Você já acorda com aquela ressaca moral, que te lembra da merda que você fez quando resolveu que iria ali no bar com ela, só para pegar aquele chopp, e do bafo de lança-perfume dela no final da noite que não acabava. Que boas lembranças! Se você for à praia então, a diversão fica completa: desde a corrida com obstáculos de merda de cachorro até nado de costas com algas e latas, tudo é uma aventura. Isso sem contar as conversas interessantes do tipo “minha barriga faz um pneu quando eu sento, mas é por causa da posição” que acontecem. Nada como uma boa praia depois de uma festa eletrônica!
E a volta na BR então, é o final perfeito. Você vem dirigindo e lembrando que no outro dia a vida continua, pára, entra na fila, anda, lembra que não pagou a tv a cabo, ultrapassa, pára de novo. Aquela delícia que é dirigir na estrada na volta de um feriado, para depois chegar em casa, tomar um banho e recomeçar sua vida de cabeça erguida: fui, vi e venci.
Por isso tudo, e me perdoe se você for um folião, fiquei em casa. Tinha coisas mais importantes para fazer. Afinal de contas, invadir a Oceania e mais um continente a minha escolha dá um trabalho danado.
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Os Kurts
Duas décadas.
Dos anos de minha vida, passei muito tempo em escolas, universidades e pós-graduações. Isso sem contar curso disso, curso daquilo. Inclusive hoje, já um profissional do mercado, vejo-me novamente frequentando uma sala de aula. Às vezes como professor, outras como aluno. Por isso, ao escrever este editorial, um fato me chamou a atenção: a importância da informação que recebemos em nossa vida.
Lembro de meu colégio, nos princípios dos anos 80 em Joinville. Lá tinha uma sala chamada SOE – Serviço de Orientação Educacional. E, para completar tal estrutura, tinha um homem mau, muito mau, chamado Kurt. Ele era o motivo para que você se comportasse exemplarmente em toda sua jornada estudantil. Qualquer desvio de conduta, Kurt pegava você.
Assim era a vida naquela época. E muitas vezes, continua assim até hoje.
Responda-me, caro leitor: quantos “Kurts” você conheceu em sua vida?
Professores, chefes, clientes e outros tantos personagens reais de nossa vida, que às vezes tentam nos mandar para o SOE que eles insistem em tentar criar. Ou recriar…
Todos eles influenciados, ainda que inconscientemente, pelo poder paralelo que a má informação exerce sobre a educação e a formação moral de seus pequeninos Kurts. Os Kurtinhos…
E talvez por isso, até hoje, tentam impor padrões de comportamento que seriam mais adequados para décadas atrás.
Claro que não posso generalizar. Várias das escolas e seus educadores daquela época são responsáveis pela educação que muitos de nós carregamos até hoje. E muitos daqueles que admiramos, passaram por situações distintas em suas jornadas de aprendizagem. Seja na escola ou na universidade.
Enfim, a educação não está somente nas salas de aula. Está no dia-a-dia de todos nós, e basta que saibamos peneirar o que nos é passado e não aceitarmos as coisas mastigadas. Está na rua, na família, e em tantos outros pedaços de nosso contexto social. E está, principalmente, naquilo que você lê.
Lendo mais e melhor, talvez possamos preparar nossas “crias” de hoje, para que no futuro de amanhã, não sejam eles os Kurts de ontem.
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