Com a proximidade das eleições, é interessante relembrar algumas letras de músicas que explicam bem a situação que sempre se repete.
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Veríssimo
— Beleza, a sua cozinha.
— Obrigado, eu…
— É você quem cozinha sempre ou…
— Não, não. Tem uma senhora que vem arrumar o apartamento sempre e deixa um prato feito na geladeira. Sou cozinheiro de fim de semana. Marinheiro de… Como é mesmo que se diz?
— O quê?
— Doce.
— Eu?
— Água doce. Marinheiro de água doce. Você quer esperar na sala, enquanto eu…
— Fico aqui com você. A menos que…
— Não, pode ficar. Quem sabe a gente já abre o vinho e fica bebericando, enquanto eu…
— Adoro bebericar. Uma beleza, o seu abridor.
— Obrigado. Este vinho precisa respirar um pouco antes de ser servido. Pode parecer bobagem mas…
— Não, não. Respirar é das coisas mais importantes que existem.
— Ele precisa estar na temperatura ambiente.
— Adoro a temperatura ambiente.
— Você está disposta a experimentar o meu bobó?
— O seu…
— Bobó de camarão. Minha especialidade.
— Ah, claro. Não foi para isso que você me convidou? Adoro bobó.
— Você já comeu alguma vez?
— Nunca. Mas adoro.
— Olha o vinho.
— Mmmmm.
— Hein?
— Eu disse “Mmmmm”… Epa!
— Desculpe. Estou um pouco nervoso. Sabe como é, a responsabilidade. Você pode não gostar do meu…
— Bobo.
— Bobó.
— Bobo é você. Vou adorar o seu bobó.
— Será que o vinho vai manchar o seu vestido?
— Não. Em todo o caso…
— Quem sabe um pano com água quente? É só esquentar a água e…
— Adoro tudo o que é quente. Uma beleza a sua chaleira.
— Enquanto isto, vou preparando os ingredientes. Deixa ver. Pimentinha…
— Sim?
— Não, eu disse “pimentinha”.
— Não me diz que leva pimenta!
— Leva. Você não gosta?
— Adoro!
— É da braba.
— Ui! Você, hein? com esse jeito tímido… Só de ouvir falar em pimenta, fiquei toda arrepiada. Passa a mão aqui…
— É mesmo. Que estranho. Só de ouvir falar em pimenta…
— Mal posso esperar o seu bobó.
— Calma, calma.
— Demora muito?
— Se você me der uma mão… Na geladeira, na parte de baixo, estão os camarões… Você vai ter que se abaixar um pouco e…
— Beleza a sua geladeira. Foi você que assobiou?
— Não, foi a minha chaleira. Mas…
— Sim?
— Eu concordo com ela.
— Mmmmm…
Viral
Muito legal este viral do filme The Last Exorcism, veiculado no site de bate-papo com câmeras Chatroulette. Os internautas assistem a uma mulher exibindo-se na webcam, quando acontece a surpresa.
Os Originais – repost

Originalidade é algo tão complicado quanto a própria definição do que é, ou não, original. É relacionado ao novo, ao autêntico, e buscado insistentemente por muitos, em especial por criativos de diversos mercados. Ser original é algo tão cobiçado que nos esforçamos para isso a todo momento, mesmo que de forma inconsciente. Tentamos ser originais quando nos comportamos, nos vestimos e quando falamos; tentamos ser originais no trabalho, nas amizades, nos relacionamentos e na cama (inclusive, eis aí a queixa de muitos e muitas).
Porém esta é uma busca que nos acompanha há muito, desde os povos antigos. Os egípcios buscavam a originalidade em suas obras e manifestações, na esperança de agradar os inúmeros deuses; os gregos foram únicos e originais com sua forma de perceber o mundo através da arte e da filosofia, assim como os romanos com suas ideias sobre urbanismo e tantas outras expressões. No Renascimento, o conceito de originalidade esteve relacionado com genialidade; pintores como Botticelli, Da Vinci e outros eram tidos como gênios portadores de uma forma desenvolvida de intuição, uma pessoa rara, diferente e com capacidade de ter naturalmente ideias originais, o que outras pessoas só poderiam conseguir divagando. Depois com a Revolução Industrial, o original esteve relacionado com as novas formas de produção; e com o surgimento do capitalismo os ganhos colocaram-se no foco da questão, onde original eram ideias para se conseguir lucrar mais. Agora com a informática e a web, a comunicação sem fronteiras ampliou consideravelmente tal perspectiva.
Portanto, quem define o que é, ou quem são os originais? Hoje este conceito está completamente diluido e supérfluo. Para você ter uma ideia, ao digitar “original” no Google, aparecem 953.000.000 (!) termos encontrados. Bares, lojas, igrejas, serviços, marcas das mais diversas, tudo é original. Até na bíblia, o pecado é original. Por isso hoje alguns definem-se como originais e tentam insistentemente ganhar destaque, mas esquecem que muitas vezes esta busca os coloca dentro de outro grupo, a tribo dos “originais”, que adoram fazer tudo igual; e consequentemente, perdem a originalidade. Estes, quanto mais se esforçam para aparecerem, menos originais tornam-se e mais cópias fazem; eis então que surgem os clichês. E nada mais clichê, do que ideias clichês (e elas existem aos montes, expulsando toda a originalidade). Muitos rotulam-se como originais mas esquecem que isso tem relação direta com ruptura, com ver as coisas de forma diferente. Tem a ver com subjetividade, com aquilo que vamos construindo na medida em que nos desenvolvemos e vivenciamos as experiências da vida através de nossas relações com o mundo.
Ou seja, você também é aquilo que consome culturalmente: ao se “alimentar” somente de superficialidades, a probabilidade de reproduzir isso por aí é imensa. Como esta demanda muitas vezes está ligada com a busca pela confirmação de alguém que lhe afirme e que lhe diga se você é ou não original, neste momento podemos estar tão dependentes e atrelados aos outros, que deixamos de ser originais na medida em que fazemos isso para mostrar o quanto podemos.
Original é fugir dos padrões, quebrar regras e questionar o que já está mastigado e pronto para ser engolido. É ver ideias novas, nas coisas simples. É buscar evitar o mesmo, que chatea, aborrece e entedia. Fuja dele, porque nada é menos original que a falta de originalidade.
Texto de Diogo Scandolara, publicado na Revista Catarina.
España!

Madrid
Parabéns para a Espanha, que merecidamente conquistou o título.
Mas outro assunto divide as manchetes por lá: em entrevista com o goleiro e capitão Casillas após a conquista do mundial, sua namorada Sara Carbonero (que é reporter e estava cobrindo o mundial) ganha um beijo inesperado; ao vivo, para toda a Espanha.
Joder! Un salve para los campeones del mundo!










































